«Segundo as diretrizes da Capes só serão aceitos trabalhos de docentes ou discentes inscritos em Programas dedicados a Pesquisa em Filosofia.»Isto faz parte das diretrizes para autores da revista Philósophos, e talvez também faça parte das diretrizes de outras revistas.
Na prática, isto quer dizer que só alguns professores e seus alunos atuais podem publicar na revista. Isto é conveniente para eles, pois seu esforço vira pontos no Lattes, o que melhora suas chances de conseguir empregos e outras vantagens. Mas sacana com quem já se doutorou, pois agora está impedido de publicar em uma revista Qualis B2, o que cria uma barreira para pontuar (é a contraparte da reserva para alguns) e obstáculos em concursos públicos, por exemplo.
O mais cruel de tudo é que essa regra barra as publicações de doutores desempregados, o que pode ajudar a mantê-los... desempregados. Afinal de contas, os empregos para doutores costumam exigir... publicações.
É claro, minha queixa também é casuísta, pois sou um desses doutores barrados no baile. Mas não é injusta, pois espero apenas uma blind review simples. E, bem, a Capes acha que já não posso publicar, só porque concluí o doutorado e não estou empregado em um programa dedicado à pesquisa em filosofia? Duvido muito, pois seria o ardil 22: não estou no programa porque não publico, mas não publico porque não estou no programa. Uma instituição séria e respeitada como a Capes não seria louca nem estúpida desse jeito.
Aliás, também duvido muito que a maioria dos professores e alunos de programas de pesquisa que se esforçam para publicar queiram tal privilégio, o qual tira indevidamente muito do brilho dos seus trabalhos publicados.
PS - Mais aqui.
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